Meditação de 30 de Junho de 2017
Rev. Josemar da Silva Alves Bonho

Arrependimento


Certa vez Jesus contou uma parábola para ilustrar o arrependimento e o amor. Nós a conhecemos como Parábola do Filho Pródigo, isto é, do filho esbanjador. Mas poderíamos chamá-la também de Parábola do Filho Perdido ou Parábola do Pai Amoroso. Jesus conta que o filho mais novo pede ao pai a sua parte na herança. Certamente o pai sente-se muito entristecido com a atitude do filho, mas ainda assim atende seu pedido. O filho vai para uma região distante viver longe da família. Depois de esbanjar toda a fortuna, ele começa a passar necessidades e sente vontade de comer a comida dos porcos que tem que alimentar. Diante de tantos sofrimento ele caiu em si. A vida na casa do pai era muito melhor. Então ele decide fazer o caminho de volta para casa. Quando o pai o vê chegando, corre para encontrá-lo. Então ele ganha roupas novas, calçados novos, anel novo e ainda uma grande festa. O filho perdido está de volta ao lar. Ele é recebido com amor e aceitação. Voltar é arrepender.

Em nossa vida cristã, arrependimento é voltar para a casa do Pai, onde Jesus sempre nos espera de braços abertos. Suas mãos marcadas pelos cravos sempre nos recebem com amor e aceitação. Uma vez ele abriu os braços na cruz para perdoar tudo o que nos afasta dele. Seus braços abertos perdoam a ganância, a soberba, o egoísmo, a impaciência e qualquer outro pecado que todos os dias nos levam para longe dele. Quando voltamos para a casa do Pai, Jesus nos restaura à sua família, nos veste com a couraça da justiça e calça nossos pés com a prontidão do evangelho da paz. Ele nos dá o seu Espírito Santo para renovar nossas vidas e nos dar amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Voltar para a casa do Pai e para os braços e o amor de Jesus é tão necessário para nós. Voltar para os braços da aceitação e do perdão de Jesus é infinitamente melhor que sustentar o peso da culpa sobre os nossos ombros.

Todos os dias precisamos fazer esse caminho de volta. O salmista nos dá as palavras que precisam estar diariamente em nossos lábios como uma prece sincera e humilde ao Senhor: ”Olha para a minha tribulação e o meu sofrimento, e perdoa todos os meus pecados” (Sl 25.18). A volta para os braços de Cristo nos faz repousar em seu perdão e amor acolhedor. Quando isso acontece, não tememos perigo algum, mesmo no vale de trevas e morte, pois estamos seguros em seus braços.

Quando estamos dirigindo orientados por um GPS e de repente perdemos a entrada, somos avisados para virar e voltar. Com Jesus como nosso guia é sempre possível virar e voltar para o caminho certo. Isso é arrependimento!